Faz parte do homem querer se comunicar. É uma necessidade que
começou a ser praticada com desenhos e a escrita (com as cartas). A evolução
tornou-se tão grande que foi possível ouvir a voz de uma pessoa que estava a
quilômetros de distância, através do rádio em 1920. Ouvir programas de
entretenimento, músicas e notícias, tudo através de um objeto que emitia a voz.
Mas o objetivo, ao longo dos anos, nunca foi se contentar com apenas isso. Era
preciso ver quem falava, como seriam suas roupas ou o modo de expressar-se. Com
isso a televisão, em 1923, veio para elevar o nível da comunicação entre as
pessoas, mesmo com suas imagens inicialmente em preto e branco.
A comunicação foi um instrumento tão aprimorado, que se
tornou possível constituir uma grande rede. Não só de computadores, mas de
informação. Na internet é possível procurar ou ser encontrado. Pesquisar e até
ser pesquisado. Porém o que está realmente prendendo mais e mais as pessoas no
“mundo” online são as chamadas redes sociais. Nelas podemos fazer diversas
coisas, conversar, ver imagens, enfim, uma pluralidade de ações. Isso cresceu
com tamanha força, que em vez de ajudar, em alguns casos, está atrapalhando.
Muitas pessoas, em sua maioria adolescentes, andam de cabeça
baixa, distraídos pela
telinha do celular ou smartphone. Basta só um bipe do WhatsApp, ou a atualização de status no
Facebook ou em qualquer outra rede de relacionamentos para prender ainda mais a
atenção. O fato é: tem pessoas viciadas. Não é um vício qualquer. Em uma reportagem
da revista Isto É, uma jovem diz ter deixado de viajar por causa do tempo que
ia levar sem internet durante a viagem. Vários casos de dependência surgem a cada dia, trazendo novidades como a Selfie e o "Bull Selfie". Com isso a ansiedade aumenta a agonia
e o medo de passar um segundo sem estar conectado.
E a tendência, desse manuseio incontrolável, é aumentar. Pois
há crianças que mal nascem e já ganham um tablet de presente, assim como um
perfil no Facebook. Será que essa atitude é errada caro leitor? Não se pode
julgar, mas também apressar as coisas não soa tão necessário. Então, o que foi
feito para obter informação de forma mais rápida, acabou por trazer
entretenimento e também muitos momentos bons entre as famílias e seus amigos.
Talvez o vício e a necessidade de receber uma curtida ou uma resposta
instantânea com quem se fala numa rede social, sejam apenas uma forma
encontrada para ser aceito e aceitar.
Autora: Lorena Correia
Imagem: Google
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