quarta-feira, 24 de setembro de 2014

O risco de se viciar

Faz parte do homem querer se comunicar. É uma necessidade que começou a ser praticada com desenhos e a escrita (com as cartas). A evolução tornou-se tão grande que foi possível ouvir a voz de uma pessoa que estava a quilômetros de distância, através do rádio em 1920. Ouvir programas de entretenimento, músicas e notícias, tudo através de um objeto que emitia a voz. Mas o objetivo, ao longo dos anos, nunca foi se contentar com apenas isso. Era preciso ver quem falava, como seriam suas roupas ou o modo de expressar-se. Com isso a televisão, em 1923, veio para elevar o nível da comunicação entre as pessoas, mesmo com suas imagens inicialmente em preto e branco.

A comunicação foi um instrumento tão aprimorado, que se tornou possível constituir uma grande rede. Não só de computadores, mas de informação. Na internet é possível procurar ou ser encontrado. Pesquisar e até ser pesquisado. Porém o que está realmente prendendo mais e mais as pessoas no “mundo” online são as chamadas redes sociais. Nelas podemos fazer diversas coisas, conversar, ver imagens, enfim, uma pluralidade de ações. Isso cresceu com tamanha força, que em vez de ajudar, em alguns casos, está atrapalhando.

Muitas pessoas, em sua maioria adolescentes, andam de cabeça baixa, distraídos pela telinha do celular ou smartphone. Basta só um bipe do WhatsApp, ou a atualização de status no Facebook ou em qualquer outra rede de relacionamentos para prender ainda mais a atenção. O fato é: tem pessoas viciadas. Não é um vício qualquer. Em uma reportagem da revista Isto É, uma jovem diz ter deixado de viajar por causa do tempo que ia levar sem internet durante a viagem. Vários casos de dependência surgem a cada dia, trazendo novidades como a Selfie e o "Bull Selfie". Com isso a ansiedade aumenta a agonia e o medo de passar um segundo sem estar conectado.


E a tendência, desse manuseio incontrolável, é aumentar. Pois há crianças que mal nascem e já ganham um tablet de presente, assim como um perfil no Facebook. Será que essa atitude é errada caro leitor? Não se pode julgar, mas também apressar as coisas não soa tão necessário. Então, o que foi feito para obter informação de forma mais rápida, acabou por trazer entretenimento e também muitos momentos bons entre as famílias e seus amigos. Talvez o vício e a necessidade de receber uma curtida ou uma resposta instantânea com quem se fala numa rede social, sejam apenas uma forma encontrada para ser aceito e aceitar. 


Autora: Lorena Correia
Imagem: Google

Nenhum comentário:

Postar um comentário